03 julho 2005

Falei ontem de samba. Parece-me justo falar hoje de um flagelo que ataca a sociedade a toda a hora: as pessoas que dizem “Nué?” em vez de “Não é?”
A essas pessoas eu digo: o Noé era o senhor da arca. O seu nome foi pela primeira vez usado para colocar uma questão no dia em que a sua arca se estava a afundar. Em pleno desespero, pergunta-lhe a minhoca: “Vamos todos morrer, não vamos Noé?”. E diz o burro: “Noé, se nos salvares a todos prometemos que nunca mais usamos o teu nome numa pergunta, numa interrogação ou mesmo numa questão.” E foi então que Noé se sentiu encorajado e conseguiu salvar todos os animais da terra; ficou então a promessa de o seu nome nunca mais ser usado numa frase do tipo interrogativo.
Por isso peço-vos, pela alma do extinto burro que só queria viver a sua vidinha, respeitem a promessa por ele feita; afinal, é graças a ela que todos estamos aqui…

E agora, quinze diazinhos sem me aturarem! Rejubilem de alegria! Pois é... quinze dias sem terem de ler as parvoíces que eu escrevo... Só me resta desejar-vos felicidades na minha ausência: "Felicidades na minha ausência!" E assim me despeço (infelizmente para vocês, só por uns dias), desejando prosperidade a todas as pessoas que me gostam de mim; mas, como não sou vingativo, desejo também a referida prosperidade a todos os portugueses e portuguesas, bem como aos outros povos do mundo.

by: Instrumento J